sábado, 7 de novembro de 2015

Padrões de distribuição e métodos de identificação de cios em vacas de corte submetidas a sincronização com progestagéneo/prostaglandina e monta natural

Neste artigo foram utilizadas 48 fêmeas, sendo 32 novilhas Hereford e 16 vacas Brangus- Ibagé de propriedade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
 Os animais foram mantidos em pastagem natural composta principalmente por Paspalum sp e Axonopus sp, sem outro suplemento alimentar durante o período experimental (meses de maio e junho, final de outono - início de inverno) e divididas em quatro lotes de 12 animais, denominados lotes A,B, C e D.
Foram sincronizadas duas vacas de dois lotes por dia, durante seis dias consecutivos, começando pelos lotes A e B, tendo prosseguimento na semana posterior com o lotes C e D.  A primeira sincronização de cada lote de vacas foi efetuada com a colocação de pessários vaginais impregnados com 250 mg de acetato de medroxi-progesterona por nove dias e na retirada foi aplicado 0,5 mg  de cloprostenol ( sincronização 1 ).
 Todas as vacas foram sincronizadas mais duas vezes ( sincronizações 2 e 3 ) 14 dias após com a penas uma aplicação de 0,5 mg de cloprostenol.
Quarenta e oito horas depois da retirada do pessário e/ou aplicação de prostaglandina nas duas primeiras vacas de cada lote, todo o grupo correspondente foi colocado no piquete juntamente com o touro a ser testado por seis dias, consistindo no dia 1 da avaliação da manifestação dos estros. Contudo, as duas últimas vacas do lote, foram separadas do macho quarenta e oito horas depois da aplicação de prostaglandina, que correspondia ao final do teste ( dia 6).
Os animais foram observados durantes os seis dias de manhã e a tarde ( identificação visual do estro), alem disso foi utilizado tambem um "tail painting" nas fêmeas e nos machos foram colocados buçais marcadores com tinta a base de óleo de soja e corante em pó. 
Os resultados foram que a avaliação da incidência de cios indicou que em 56 % das oportunidades (48 vacas submetidas a três sincronizações) as vacas manifestaram estro. O tipo de sincronização, com ou sem a suplementação com o progestagéneo, não afetou a incidência de cios. A frequênqui de cios foi respectivamente de 67%, 54% e 50% para as três sincronizações efetuadas.
As frequências de vacas detectadas em estro nos lotes A,B, C e D foram de 58%, 75% 47% e 47%, respectivamente.
O resultado mais interessante foi a identificação de efeito significativo do dia na incidência de cios que foram maiores nos três primeiro dias e depois foram decrescendo, o autor do artigo diz que este resultado pode ser um indicativo de que as fêmeas antecipam o proestro ou prolongam o metaestro, visando encontrar companheiras para as atividades de monta.
Outro resultado encontrado e que os touros não consideraram em cio 11% das vacas marcadas pelo tail painting e a observação visual de duas horas por dia foi ainda menos efetiva na identificação da manifestação do estro, um vez que apenas 60% das vacas foram concideradas como em cio, porém, sem diferença significativa com respeito ao grupo de acasalamento.

Referencia 

  Horn, M. M., Galina, C. S., & Moraes, J. C. F. (2001). Methods of estrus identification and distribution patterns in beef cows submitted to synchronization of estrus with progestagen/prostaglandin treatment and natural mating. Revista Portuguesa de Ciencias Veterinarias, 96, 145–148.